quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

LOBOS INCESTUOSOS

“Meus lindos filhos, vocês devem prosperar e se espalhar, tornem-se muitos para protegerem minha criação, controlem seus primos ‘os homens’, dada sua natureza egoísta vocês devem ser mantidos sobre controle. Por isso cada casal poderá ter um filho que herdara seu sangue abençoado. Mas aqui ei de lhes advertir, vocês não são como ‘os homens’, não existe distinção de sexo, então para prosperarem devem procriar com uma de suas metades, humana ou lobo. Aqueles nascidos de incesto sofrerão tormentos em suas almas até o fim de seus amaldiçoados dias!”
Gaia
- Eu corri, corri ate não aguentar, ate sentir meus músculos rasgarem, ate vomitar, ate a sede ser tanta que cogitei o sangue para sacia-la.
- Mas o orgulho é forte, não posso me rebaixar ao nível daqueles sanguessugas, afinal, orgulho de que? Meu único orgulho foi estraçalhado em minha frente.
- Minha filha, minha esposa, como pôde fazer isso a elas!
- Nunca irei esquecer isso, como o sangue jorrou de seus corpos jovens, como rasgaram sua carne como se fosse um simples gado de abate. ‘
- Eu os amaldiçoo! Oh, Gaia, minha Deusa, eu não mereço isso, elas não mereciam. Mas entendo, ao ver minha pequena, entendi porque não devemos cometer incesto, Ahh!! Se você visse. Ela não era lobo, nem humana, já nasceu como forma familiar de Crinos. Como eu poderia cria-la na sociedade? Nenhuma sociedade iria aceitá-la.
- Então eles chegaram, já em sua forma monstruosa, dois me dominaram, enquanto assassinaram minhas pequenas. Em uma fúria tremenda me livrei deles. Escapei, seria impossível lutar contra todos. Fui um covarde, mas precisava chegar a você e te contar a minha historia.
O mago olha para o Garou sentindo compaixão, mas seus acordos centenários não podem ser quebrados por sentimento tão leviano. Então diz com austeridade:
- Você sabe que não posso lhe dar abrigo ou te esconder. Infelizmente não posso quebra o acordo de nossas raças.
O Garou olha pra baixo, balança a cabeça de um lado para o outro. E fala com um tom de desapontamento e dor:
- Você não entendeu nada. Não vim pedir isso! Eu quero que você pega sua droga de pena e anote o que tenho a dizer. Sei que sua sociedade adora conhecimento e vim lhe oferecer. Quero que tome nota da minha historia e da historia da minha raça. Sei que vocês tem pouca informação sobre nós, ate porque nossa historia só pode ser contada em cerimônias e rituais, porem, estou aqui para poder lhe passar o que sei.
O mago olha para o Garou estampando um sorriso de sagacidade. Seria agora que poderia conhecer um pouco mais sobre esta raça que ainda consegue se comunicar com seu criador.
- Meu filho, pode entrar. Porem que já esteja ciente que no momento que baterem em minha porta nada farei.
- Eu já estou pronto pro que me espera. Gaia já havia me advertido, fui um tolo. Assim que lhe falar o que sei me entregarei para o meu algoz.

E com um sorriso de satisfação o jovem Garou entra na casa do Mago. Porque não há maior vingança que a revelação de segredos que remetem desde a criação da humanidade. O jovem mal sabe o que isso acarretara.