segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CACHORRO DO MATO

4 de setembro de 20015, 01:00 AM
Maldita hora que entrei nessa brincadeira da noite. Por que, tendo tempo para viver os prazeres da vida longa da noite, fui levado a trair meus instintos com um tesão tão                                                 humano, tão perigoso!

3 de setembro de 20015, 23:46 PM
Um grupo de Brujhas recém-criados, dominados pelo abraço recente e o poder da noite se aventuram em uma mata fechada para brincar de cachorro do mato .
Uma brincadeira insana, que leva um grupo de sanguessugas a atravessar uma mata fechada e dominada por lobisomens.
Um total de seis crianças entraram na mata junto a mim. Idiotas! Como poderíamos saber o que estávamos fazendo?
Entramos brincando e fazendo arruaça, quebrando galhos e desafiando a natureza para nos enfrentar. A poucos metros do limite da floresta, começamos a sentir a presença predatória dos donos do pulgueiro.
Tudo foi rápido de mais, não deu tempo de reagir ou mesmo pensar. Ao perceber aquela criatura monstruosa atrás de nós com quase três metros de altura, braços que pareciam colunas de um prédio, que ao primeiro movimento já decepou a cabeça de um dos meus companheiros.
Começou a rosnar e babar olhando para o resto de nós. E como crianças, corremos desesperados.
Galhos bateram e cortaram meu rosto, o desespero era tão grande dada a magnitude do meu adversário que eu já não sabia onde estava nem para onde ia, eu só estava preocupado sobre como salvar minha não vida o mais rápido possível.
Escutei gritos. O medo da morte real me acometera como a um mortal. O desespero da morte açoitando minhas costas me fez usar toda minha perícia em meus poderes, que esgotei meu corpo antes de chegar ao fim da maldita selva que me rodeava.
Cansado para fugir, me concentro nos sons da natureza para tentar sentir ou ouvir alguma coisa. O silencio mortal da noite domina o lugar, não tem animais ou mesmo vento para perturbar as folhagens a minha volta. Começo a sentir o fedor de cachorro molhado com sangue fresco no ar. Não consigo mais reagir.
Quantos de nós ainda estamos vivos?
 Fodam-se eles!
Tenho que sair daqui!
Olho pra frente e vejo o pior dos meus pesadelos se erguendo, saindo da forma de lobo para crinos, gigante, musculoso, um demônio em forma de fera com dentes e garras prontos a me dilacerar em pequenos pedaços.
 4 de setembro de 20015, 01:00 AM